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Posts Tagged ‘Algoritmos’

1 – CONCEITOS BÁSICOS DE ALGORITMOS

“ Algoritmo é uma seqüência de passos que visam atingir um objetivo bem definido.”(FORBELONE,1999)
“Algoritmo é a descrição de uma seqüência de passos que deve ser seguida para a realização de uma tarefa”(ASCENCIO, 1999)
“Algoritmo é uma seqüência finita de instruções ou operações cuja a execução, em tempo finito, resolve um problema computacional, qualquer que seja sua instância”(SALVETTI, 1999)
“Algoritmo são regras formais para a obtenção de um resultado ou da solução de um problema, englobando fórmulas de expressões aritméticas”(MANZZANO,1997)
“Ação é um acontecimento que, a partir de um estado inicial, após um período de tempo finito, produz um estado final previsível e bem definido.Portando um algoritmo é a descrição de um conjunto de comandos que, obedecidos, resultam numa sucessão finita de ações”(FARRER,1999 )

1.1 – FORMAS DE REPRESENTAÇÃO DE ALGORITMOS
Existem diversas formas de representação de algoritmos, mas não há um consenso com relação a melhor delas.
Dentre as formas de algoritmos mais conhecidas podemos citar:
Descrição narrativa – Fluxograma convencional – Português estruturado ou portugol.

2 – TIPOS DE DADOS E INSTRUÇÕES PRIMITIVAS

2.1 – TIPOS DE INFORMAÇÕES
Um computador é uma ferramenta utilizada para solucionar problemas que envolvam a manipulação de informações. Estas informações classificam-se em duas categorias básicas: dados e instruções.

2.2 – TIPOS DE DADOS
Os dados são representados pelas informações a serem processadas por um computador. Caracterizadas por quatro tipos de dados: dados numéricos inteiros, dados numéricos reais, dados caracteres e dados lógicos.

2.2.1 – TIPOS INTEIROS
São os dados numéricos positivos ou negativos, excluindo-se destes qualquer número fracionário.
Ex: 33, -120, 0

2.2.2 – TIPOS REAIS
São os dados numéricos positivos, negativos e números fracionários.
Ex: 33.0 , -120, 0 , 2.34 , -43.679

2.2.3 – TIPOS CARACTERES
São as seqüências contendo letras, números, e símbolos especiais. Deve ser indicadas entre aspas (“ “) ou (` `) .
Ex: “PROGRAMADORES”, “Rua Lemos Cunha nº 427”, “fone 234-5678”

2.2.4 – TIPOS LÓGICOS

São os dados com valores verdadeiro e falso, sendo que este tipo de dado poderá representar apenas um dos dois valores. Deve ser indicado entre pontos.
Ex: .Falso. (para o valor lógico falso)
.Verdadeiro. (para o valor lógico verdadeiro)

2.3 – CONSTANTE

Tudo aquilo que é fixo ou estável.

2.4 – VARIÁVEL

Tudo aquilo que é sujeito a variações, que é incerto, instável ou inconstante

2.4.1 – FORMAÇÃO DE IDENTIFICADORES

É o nome de uma variável, que representa sempre valores em mutação.
Esses nomes devem acompanhar as seguintes regras de formação.
a) Devem começar por um caracter alfabético;
b) Podem ser seguidos por mais caracteres alfabéticos e/ou numérico;
c) Não é permitido o uso de caracteres especiais.
d) Os caracteres alfabéticos devem obrigatoriamente ser escritos em maiúsculo.
Ex: NOME_CLI , ENDAL , NUM1 , NOTA1 , A4 , WW2

2.4.2 – DECLARAÇÃO DE VARIÁVEL

No ambiente computacional, as informações variáveis são guardadas em dispositivo eletrônicos analogamente chamados de “memória”.
Na memória (armário) existem inúmeras variáveis (gavetas), precisamos diferenciá-las, o que é feito por meio de identificadores (etiquetas). Cada variável (gaveta), no entanto, pode guardar apenas uma informação (objeto) de cada vez, sendo sempre do mesmo tipo (material).
Não podemos permitir que mais de uma variável (gaveta) possua o mesmo identificador (etiqueta), ficaríamos sem saber que gaveta abrir. Só podemos guardar informações (objeto) em variáveis (gavetas) do mesmo material (tipo primitivo).

2.5 – OPERADORES ARITMÉTICOS

Chamamos de operadores aritméticos o conjunto de símbolos que representa as operações básicas da matemática, a saber:
Operador
+ adição – subtração
* multiplicação / divisão
^ potenciação raiz (x)

Ex:: 2+2 , XPTO/5 , X^2 , X – 3 , 3^2 , raiz (x) , 2*NOTA , raiz (9)
Operando

Usaremos outras operações matemáticas não – convencionais cujos nomes dos operadores são:
mod (resto da divisão )
div (quociente da divisão inteira )
Ex: 15mod2 = 1 9div2 = 4

2.6 – FUNÇÕES MATEMÁTICAS
Podemos usar nas expressões aritmética algumas funções da matemática
Abs (x) – valor absoluto (módulo) x
Int (x) – a parte inteira de um número fracionário
frac (x) – a parte fracionária de x
arred (x) – transforma, por arredondamento, um número fracionário em inteiro
Onde x pode ser um número, variável expressão aritmética ou também outra função matemática.

Exemplo

Int (34,866) resulta 34
frac (34,866) resulta 866
ard ( 34,866) resulta 35
ard ( 34,336) resulta 34
abs (-27) resulta 27

2.6.1 PRIORIDADES
parêntese mais interno
^ raiz (x)
* / div mod
+ –

2.7 – OPERADORES RELACIONAIS
Utilizamos os operadores relacionais para realizar comparações entre dois valores de mesmo tipo primitivo. Tais valores são representados por constantes, variáveis ou expressão aritmética.
Os operadores relacionais são

= igual a < > diferente de
> maior que > = maior ou igual a
< menor que < = menor ou igual a

2.8 – OPERADORES LÓGICOS
Os operadores lógicos são:
.ou . – torna a sentença verdadeira se pelo menos uma condição for verdadeira
.e. – torna a sentença verdadeira se todas as condições envolvidas forem verdadeiras.
.não. – faz a negativa da condição.

2.8.1 Prioridade
.não.
.e. .ou.

2.9 Entre todos os operadores
parênteses mais interno
funções matemáticas
operadores aritméticos
operadores relacionais
operadores lógicos

2.9 – COMANDO DE ATRIBUIÇÃO
Um comando de atribuição permite-nos fornecer um valor a uma certa variável (guardar um objeto numa certa gaveta), onde o tipo dessa informação deva ser compatível com o tipo da variável, somente podemos atribuir um valor lógico a uma variável do tipo lógico.
exemplo
declare A lógico;
X numérico;
A ¬ VERDADEIRO;
X ¬ 8=3 div 5;

2.10 – INSTRUÇÕES
São representadas pelo conjunto de palavras-chaves (vocabulário) de uma determinada linguagem de programação.
Adotamos uma pseudolinguagem denominada portugol ou português estruturado.
2.11 – ENTRADA E SAÍDA DE DADOS ( português estruturado ou portugol )
2.11.1 – ENTRADA DE DADOS
leia X ;
leia ( A, XPTO, NOTA );

2.11.2 – SAÍDA DE DADOS
escreva (x);
escreva (B, XPTO, MEDIA );
escreva (“Bom Dia”, NOME);
escreva (“ VOCE PESA” , x , “quilos”);

3. Referências Bibliográficas

3.1. Básica

ASCENCIO, Ana Fernandes Gomes. CAMPOS, Edilene Aparecida Veneruchi . Fundamentos de Programação de Computadores. Prentice Hall São Paulo, 2002

FORBELLONE, André Luiz Villar. EBERSPÄCHER, Henri Frederico. Lógica de Programação. Makron Books. São Paulo, 1993.

MANZANO, José Augusto N. G. MANZANO, Jayr Figueiredo de Oliveira. Algoritmos lógica para desenvolvimento de programação. Érica. São Paulo, 1996.

3.2. Recomendada

GUIMARÃES, Angelo de Moura. LAGES, Newton A. C. Algoritmos e estrutura de dados. LTC, Rio de Janeiro,1985.

PINTO, Wilson Silva. Introdução ao desenvolvimento de algoritmos e estrutura de dados. Érica. São Paulo, 1990.

JONES, Meilir Page. Projeto Estruturado de Sistemas. McGraw-Hill. São Paulo, 1988.

FURTADO, Antônio Luz. Teoria dos Grafos Algoritmos. LTC. Rio de Janeiro, 1973.

3.3. Periódicos

INFORMÁTICA, Revista INFO-EXAME, Períodico mensal da editora Abril com pesquisa e artigos voltados à construção e desenvolvimento de softwares, São Paulo.

MAGAZINE, Revista PC, Periódico mensal da Editorial América do Brasil de informática, São Paulo.

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